Projeto VIVA +

domingo, 29 de abril de 2018

SUICIDAS !!!



PORQUE É DIFÍCIL ARGUMENTAR COM ELES ?


Pessoas com ideação suicida tornam-se criteriosas no que querem ouvir, mesmo se para tentar fazê-la desistir.   É como uma "senha" específica que, algumas vezes se encontra nessas mensagens subliminares que se posta em redes sociais.

Uma das primeiras regras é não rebater argumentos com outros que nada tem haver, tipo panos quentes (que mais arde do que ajuda). Rebata sem críticas, censuras ou julgamentos, os argumentos que o suicida alegar como motivação.   Nem sempre a motivação está no que se pensa ser, mas em fatores psicológicos inconscientes.  O suicida faz uso de uma motivação, por achar que à dele é predominante o suficiente para, para tirar a própria vida, como solução ao problema.

Outra dica é ganhar tempo, até a chegada de socorro, como bombeiros. Alguém que tenha uma boa conversa, que não diz besteiras nessa hora, pode fazer a diferença. O que um suicida mais deseja nessa hora, acredite, não é tirar a própria vida.   Anunciar o feito é a forma (inconsciente) de pedir socorro, pra que alguém o tire daquela situação, mesmo que pareça que queira o contrário.

Professor Amadeu Epifânio
Pesquisador/Psicanalista



PROJETO VIVA+
Por um Caminho + Seguro (sem suicídios)


sexta-feira, 27 de abril de 2018

ENSINO PÚBLICO


Porque os Jovens estão Relutantes em Aprender ?


Por mais aterrorizante que seja uma bagunça em sala de aula e, mais ainda se as “crianças” já tiverem certa idade, devemos ter em mente que, na maioria das vezes, o ambiente escolar funciona nada mais nada menos, do que válvula de escape e, “bater de frente”, nunca é a melhor estratégia, ainda mais considerando uma série de variáveis, como por exemplo, as condições de moradia e o “ambiente” que vivem, entre outras.

     A grande maioria desses alunos, que partilham da mesma “diversão”, perderam o interesse (não nas aulas), mas numa possível e futura aplicabilidade da mesma, frente aos desafios que enfrentam, em seu ambiente familiar (ou o que sobrou dele). É muito difícil se pensar em futuro quando o presente já é tão incerto.  Mais do que interesse, o que eles precisam é de um propósito (de uma visão), para que o ensino possa significar algo mais para eles.

     Como o modo de vida deles é tão incerto e, cada um tem sua própria história, natural que cada um deles almeje sua própria perspectiva de futuro, embora a grande maioria tende para um pessimismo convergente. Os que ainda “resistem”, isto é, não partilham da mesma rebeldia escolar, são demasiadamente poucos para influenciar e, ao mesmo tempo, minoria expressiva e vulnerável à influência oposta.

     A estratégia que mais se aproxima, ao grau de expectativa desta realidade, é torná-los úteis (primeiramente) à si próprios, em seguida para outrem. A primeira parte é, sem dúvida, a mais delicada, complexa, relativamente longa, mas que nem por isso deve ser considerada como algo impossível.  Mais uma vez aqui, o objetivo não é o de enfrentamento (o bater de frente).  Procurar disciplinar os impulsos, substituindo por tarefas que sejam relevantes, tanto para a escola como principalmente para eles.

     Haverá resistência no início, é natural, mas eles precisam ser desafiados (porque já estão sendo), por novos desafios, para fazê-los se sentirem úteis à si próprio, em seguida perante outros.  O desafio que ora sentem é o de se manterem “ocupados”, para não pensarem nos problemas pessoais que os sobrecarregam (incluindo a escola ainda como fator agregante). Evidente que essa reação é totalmente involuntária e inconsciente, o que explica a dificuldade no trato com eles e até mesmo o revide agressivo, que vez ou outra fazem uso.
 
O ser humano vive para alimentar e proteger seus maiores medos  
e fará isso com os “recursos” que encontrar disponíveis,          
primeiro na mente.
    
Psicologicamente e inconscientemente estão se sentindo largados e abandonados, mas não agora, na idade em que estão, mas desde uma fase ainda mais precoce, cujo sentimentos vem se arrastando e acumulando, até o estágio em que já podem “se defender”, porém no intuito de se protegerem, para que o que passam ou o que lhe fizeram, não volte à acontecer nem sofrer.   Sua reação passa à ser o seu “escudo”. Estão acuados e temerosos.

     Este quadro psicológico dá-se mais em escolas públicas, muito embora em particulares, não seja tão difícil ocorrer o mesmo cenário. Menos frequente, mas possível.

     É preciso mudar a forma de enfrentamento (não que venha acarretar alguma forma de sobrecarga para os professores), pelo contrário, sabendo como lidar, o desgaste será bem menor e os momentos de tensão serão substituídos por mais colaboração e participação e, havendo progresso, os alunos o usarão como “recursos psicológicos” para lidar com seus problemas pessoais (invertendo os papéis).   Nossa mente procura sempre promover o estado psíquico do corpo e, para isso, faz uso da formação que absorve do meio. O tipo de comportamento que apresentam, denotam a forma de vida que levam.  Não sofremos por ter problemas, mas por não compreendê-lo.

     A predominância aritmética deste conteúdo, é que será determinante na sua convivência, no meio que partilha. No nosso caso, a escola.   A metodologia de aprendizado deve estar centrada no anseio dos alunos, em serem desafiados, ao menos no início, para convergirem a atenção dispersa, em foco que seja mais interessante e benéfica para o corpo, (na visão da mente inconsciente).  Todo diálogo, até o progresso, está sendo feito com o inconsciente do aluno (e não ele, especificamente), que notará os resultados, sem contudo perceber, como ou de que forma, os obteve, mas que certamente, os adotará.

     Vivemos já, as dificuldades e descasos dos governantes, para com o ensino em nosso país e no baixo reconhecimento do ofício docente, em praticamente todas as esferas de ensino público, da creche à universidade, passando pela omissão de recursos financeiros, para preservação da estrutura física de todos os prédios correspondentes. De fato enfraquece qualquer estímulo necessário à manutenção do aprendizado (para docentes e discentes) na forma que muitos anseiam e precisam, tendo que conviver e “sobreviver” com o que resta.

     Esta é a razão, pela qual sugiro minha posição à cerca do comportamento de muitos dos alunos (como Pesquisador e Psicanalista Auto-Didata) não apenas relutantes no ensino, mas ariscos à qualquer forma de abordagem que venha obrigá-los à portarem-se, para que a aula, enfim, possa ser dada. Os alunos querem e precisam estudar, mas precisam ter reduzidos sua inconsciente resistência, a qual não conseguem controlar por si próprios, simplesmente porque não tem subsídios (por formação) que os faça manter – voluntariamente – o foco no ensino e também no estudo.


     Como proposta para convergir a atenção, pode ser feito:


1)    Atribuições individuais de tarefas de organização em sala de aula                                e escola, como fiscais em (Carteiras, bebedouros, banheiros, portões, etc.) 

2)    Fórum de debates de matérias dadas em aula e aplicabilidades;   Alunos não tem ideia de onde aplicar o que aprendem. Ex: Todos nascemos físicos e não sabíamos, ao calcular inconscientemente, distância, velocidade e peso de veículo, em relação à nós mesmos, ao atravessarmos uma rua.

3)    Fórum de debates sobre temas da atualidade, para interação e visão; Crianças e jovens apenas reagem à temas como Bulliyng, gays, divórcios, guerras, política, corrupção, violência, catástrofes climáticas, etc., sem contudo, entenderem de fato, porque acontecem e porque continua. Elas precisam interagir mais, conhecer mais, para saberem como lidar.   Tudo isso são fatores que promove maior estabilidade emocional, diminuindo o estado de insegurança sobre o futuro imediato. O fórum deve ser com carteiras em posição circular (sinalizando igualdade entre todos).

               4)    A nova proposta de ensino pode ser uma que seja mais partilhada entre os alunos, ao invés de apenas a figura do professor, individualmente e isolado lá na frente, trabalhando sozinho e, supostamente, de costas para os alunos, passando informações que estão absorvendo, sem muito compreender. 
Não que o professor esteja errado, mas a postura os faz lembrar a forma de como podem estar sendo tratados em casa, ou seja, com indiferença, de costas viradas, sem olhar olho no olho, como quem diz:  “-Olha pra mim, pelo menos”.

Somos resultado do histórico pregresso de lembranças e experiências, da nossa gestação até os dias atuais.

Estamos exaustivamente sendo influenciados por essas lembranças, de acordo com tipo, severidade e quantidade aritmética.  Com crianças e jovens é ainda mais difícil, dada à falta de maior maturidade e de ausência psico afetiva dos pais.  Está na hora de mudarmos o conceito de ensino, frente à falta inconsciente e involuntária do interesse, motivado pelo modo de vida dos alunos.  Não podemos exigir dos alunos, o que nem os pais o prepararam.      Portanto, está na hora de trazer a montanha à Maomé.   Talvez, com “ar menos rarefeito”, ficará menos difícil (e perigoso), dar aula em escolas públicas.

Professor Amadeu Epifânio
                                                                                
Pesquisador/Psicanalista Auto-Didata

              

PERSONALIDADE REATIVA COMPORTAMENTAL
Influência Pregressa em Respostas Emocionais


sábado, 7 de abril de 2018

OS QUE SOFREM...

...PRECISAM DE NÓS.




      Em tempo:       No texto "Autista" (logo abaixo), foi             acrescentado uma nova imagem, com dicas para tarefas
e rotinas, com propósito de ajudá-lo ainda mais, na construção    da linguagem e facilitar a comunicação respectiva com ele.
  
                                                            Obrigado.

                                             Professor Amadeu Epifânio



quarta-feira, 28 de março de 2018

AUTO-MUTILAÇÃO !



POR QUE NOS CORTAMOS ?



O ato de cortar-se é um mecanismo de defesa inconsciente, para conter uma dor (de angústia) com outra dor e, para que tenha efeito, precisa ser de igual intensidade. Mas entendam, não sofremos por ter transtorno ou problemas, mas por não entendê-los. Se nos voltarmos para tentar entende-los, os sintomas serão menos intensos, progressivamente, até a sua extinção. A auto-mutilação infelizmente, é um recurso inconsciente, mas apenas por não termos melhor resposta para o nosso momento.   Ela jamais, será a única e última resposta.

A primeira coisa que é preciso fazer é conhecer o seu transtorno pessoal, pois mesmo duas ou dez pessoas com mesmo transtorno, ainda sim serão específicos para cada um, pois que, para cada pessoa, seu transtorno se constituiu de forma diferente.   

Como ficamos sempre focados na dor, além de sofrer pelo o que já temos, ainda "compramos" mais sofrimentos, ou seja, tudo que nos acontece é imediatamente associado ao transtorno, tornando uma enorme bola de neve. É preciso começar à separar a "chave do cadeado" e refletir mais sobre tudo que acontece e aprender à separar, pois somente assim se conseguirá reduzir essa bola de neve (que só é grande na nossa cabeça, pois que, na verdade, ela nem existe).

Outra coisa é definir corretamente qual o seu transtorno. Se costuma também fazer leilão de transtorno nessa hora, pensando ter adquirido várias comorbidades e isso não existe.  Tem que se determinar qual é o seu único transtorno, para que se tome a medicação apropriada ao mesmo e não à vários.   Se estão sofrendo é porque, ou a medicação ou dosagem está inadequada ou se está tomando remédio para o transtorno errado ou pra vários.  Nesses casos a medicação agirá sobre o correto e causará efeitos colaterais para o errado, andando em círculos, sem nenhum efeito prático.

Transtorno é tudo psicológico e a classificação de CID-10 ou DSM são apenas nomes, associados com o relato do paciente para com o médico. Portando, saiba relatar bem, com precisão, tudo que sente, quando sente, quantas vezes (a frequência), quais os sintomas e em quais momentos. Se chegar no médico dizendo que acha que tem esse ou aquele transtorno, o médico será capaz de comprar  a ideia errada (se não for o transtorno certo).

Não importa qual seja o transtorno, precisam desprezar a dor por alguns momentos para ajudar o "estudioso" do psiquiatra, à definir o que realmente você tem.  Precisam fazer mais por si mesmos, se quiserem parar de sofrer.   Não existe fórmula mágica pra isso, sem a nossa participação direta.  Os psiquiatras estão deixando muito à desejar e são orgulhosos demais para pedir ajuda do paciente, pra saber pedir que relatem com precisão tudo que sentem. Se desejamos um milagre, ele só virá de nós mesmos e com ajuda de Deus.  Mas não do médico.

Psiquiatras estudam quase dez anos para atingir sua pós graduação e nem assim conseguem promover o bem estar à queles à quem se propôs e jurou ajudar (Juramento de Hipócrates).  Portanto, está mais do que na hora de cobrar dos mesmos, mais competência e menos cumplicidade com a indústria farmacêutica, que vivem usando os médicos para empurrar novas drogas aos seus pacientes, como cobaias.  Tem que se receitar o que for para ajudar o paciente à controlar seus sintomas e não pra testá-los.

Como vêem, para tudo é necessário a presença e participação direta e assídua do paciente.  Não dá mais tempo nem pra sofrer, pois precisamos estar sempre ativos na busca nosso bem estar e da forma mais prolongada possível.



Professor Amadeu Epifânio
Pesquisador/Psicanalista

               



sexta-feira, 16 de março de 2018

AUTISTA.



RUMO À SUA PRÓPRIA INDEPENDÊNCIA !


Olá para todos. Conforme prometido, estou trazendo à vocês, um novo artigo sobre este tema, com uma proposta nova que é a de inserir o autista no nosso mundo, ao invés de entrarmos no mundo dele para resgatá-lo e trazê-lo de volta.  Autista não é muito diferente de uma criança normal, credite.  O que precisamos fazer é ajudá-lo na facilitação do seu contato conosco.

O autista tem uma dificuldade mais resistente (e um pouco persistente) dada ao fato de não ter inserido ainda, o necessário para corresponder, como por exemplo, não ter aprendido o que é copo nem água, para quando tiver sede, ter como pedir.  Sua limitação, aparentemente persistente, se transfere à nós, causando-nos a mesma sensação de impotência diante de tal desafio.

A dificuldade de fala não está centrado apenas no fato de ser autista, mas também na falta de construção de palavras e de imagens, em sua mente.   Antes de mais nada é fundamental (quando em idade física adiantada) determinar a idade mental, em que o autista se encontra no momento, pois isso ajudará na identificação de abordagens mais apropriada ao seu momento específico.

Se a fala está momentaneamente incapaz de se manifestar, devemos então usar outros órgãos de percepção, como a visão e audição, para ajudar-nos como ferramentas de comunicação.   Tanto o autista quanto uma criança normal, muitas vezes faz as necessidades sem prévio aviso, simplesmente porque ainda não aprendeu à se expressar, porque ainda não aprendeu o significado de banheiro, vaso, xixi e cocô e pedir quando tiver vontade.


O uso de imagens ajuda crianças e pessoas com certas limitações, à identificar expressões correspondentes aos seus desejos, bastando que apenas aponte para o desenho específico ao seu desejo momentâneo.   Não apenas o autista mas também os pais ou os respectivos cuidadores, podem fazer uso do mesmo recurso, quando para pedir ao autista que os atenda em determinado desejo, não apenas apontando para o desenho como também proferindo seu significado de forma clara e verbal.   Através dessa técnica, estaremos ajudando o autista na sua construção da linguagem.  Para facilitar, pode-se fazer uso de um mural de fotos, com fotos (impressas em computador), mesmo em preto em branco, desde que, com boa qualidade de impressão, para imediata identificação.  Pode também usar celulares e tablet's para isso.


Não é recomendável encher o mural dezenas de fotos, com diversas atividades, pois que assim, ficará difícil para o autista, localizar o desenho que deseja e, quando o fizer, poderá ser tarde demais rsrs.  Um acervo de fotos deverá constar o necessário e depois sim, à medida que ele for compreendendo o uso das imagens, podemos pensar (não em ampliar), mas substituir as imagens que já não são necessárias (por já estar pedindo pra fazer ou fazendo sozinho), por outras novas imagens, como fotos de parentes e suas casas, sinalizando que deseja visitá-lo.   Faço aqui uma sugestão que necessidades (que não o xixi) sejam abordados com a denominação “banheiro” (como nós adultos costumamos fazer), para que ele não grite em alta voz o seu desejo, em público. rsr

Fora o trabalho de formação inicial de linguagem, existe as demais tarefas de aprendizado, com as atividades que já devem estar sendo feitas, com brinquedos e brincadeiras instrutivas.   Como índice de avaliação de desempenho e progresso, também sugiro a utilização de metas, com o propósito de sabermos o quanto estamos avançando ou qual parte precisa ser mais trabalhada.   A implementação de rotina, feita com ajuda dos acompanhantes ou mesmo parentes, é necessária como instrumento de inserção na rotina da família, participando das mesmas tarefas, como banho, refeição, assistir TV, arrumar a casa, etc.

O quesito Obediência, implica no cumprimento, tanto à rotina quanto às demais atividades, estando nesta fase, mais apto ao aprendizado da linguagem e memorização das imagens.  Ao chegar na fase da Autonomia, algumas das principais imagens já poderão ser retiradas do mural, visto que já poderá estar manifestando verbalmente, seus desejos e preferências, estando cada vez mais apto à obter sua própria autonomia (ainda que parcial).


A fase de cooperação compreende a participação à rotina, de forma mais voluntária e estar mais apto à aprender coisas novas.  À essa altura espera-se que a frequência de crises já tenham diminuindo de forma considerável.  As crises são procedentes do inconsciente e ocorrem por falta de uma formação que o faça manter-se no lado consciente e inibir a ação do inconsciente.  

Para isso, estou incluindo este quadro de atividades para cada idade mental do autista, em razão da sua idade física.


É recomendável também que se evitem brigas, discussões acaloradas e barulhos excessivos, até que o autista tenha atingido o estágio de cooperação, quando já deverá saber lidar com alguns níveis de barulho sem se assustar com os mesmos.  Na fase de “independência”, o autista já deverá estar mais preparado para a fase de alfabetização. 

Quanto mais o autista sentir-se apto à desenvolver tarefas de forma autônoma, mais ele buscará fazê-lo de forma frequente, dando forte impulso para a fase de independência.   Durante todas as fases é recomendável ter sempre um diálogo tranquilo e acolhedor (ao invés de gritos), para que ele se sinta sempre seguro no ambiente (condição que o fará tornar-se sempre, mais participativo em todas as tarefas que desempenhar).  Submetê-lo à fortes pressões, pode fazer sofrer um recesso ou retrocesso, voltando à se fechar novamente, como um mecanismo de defesa.  Mas nada do que já tenha aprendido, ficará perdido, sendo portanto, menos difícil, um possível reinício (caso seja necessário).

O autista tem sim, algumas limitações, mas apenas por falta de formação em sua mente, tal como uma criança normal ou como nós.   Se nos sentimos incapazes de realizar uma tarefa, não é porque somos incompetentes, mas porque não aprendemos o suficiente para executá-la.   Lembrando que, sempre que nos sentirmos incapazes de realizar uma tarefa ou resolver um problema, natural que haja mudanças em nosso humor, tornando-nos mais ásperos ou rudes.  Devemos respeitar o momento do autista, quando sentir-se incapaz de realizar uma tarefa, devendo tranquilizá-lo e não obrigá-lo à fazer, ao menos naquele momento.

Essa proposta sugere que o próprio autista vá correspondendo e tornando-se mais livre á cada dia, contribuindo para o progresso do seu próprio desenvolvimento.  Não devemos cobrar do tempo, que as fases se deem da noite pro dia, pois o que mais importa é resultado e progresso, até que o autista vá conseguindo tornar-se cada vez mais autônomo, até sua independência.  Vale aqui lembrar uma frase do grande Pensador Fiódor Dostoiévisk, em uma de suas céleres frases:

“Se queres vencer o mundo inteiro, vence-te a ti mesmo.”   

Esse é o nosso maior propósito para com o autista, isto é, ajudá-lo à vencer à si próprio, sempre relevando suas limitações.   Essa proposta não sugere o impossível nem oferece esperanças vazias ou impossíveis, pelo contrário, sugere resultados e progressos, apenas enriquecendo ainda mais o processo de formação do autista, especialmente na sua construção da linguagem.


Professor Amadeu Epifânio
Pesquisador/Psicanalista