Projeto VIVA +

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

O TEMPO SE ESGOTA.

PORQUE SENTIMOS NOSSAS VIDAS VAZIAS ?


NÃO SE PODE DEIXAR O CASAMENTO (VIDA FAMILIAR E CONJUGAL), CAIR NA ROTINA.  SEMPRE, TODO DIA, FAZER AS MESMAS COISAS, TOMAR AS MESMAS PROVIDÊNCIAS.   ALÉM DE DESGASTAR O CASAMENTO, DEIXA A MENTE OCIOSA E ABERTA À INFLUÊNCIA EXTERNA (PESSOAS SE METENDO NO CASAMENTO) E INTERNA (DISTÚRBIOS/COMPLEXOS PSICOLÓGICOS QUE INFLUENCIAM. QUANDO HÁ) OU (TORNAR-SE PESSIMISTA DEMASIADO) POR NÃO HAVER PERSPECTIVA DE VIDA DIFERENTE, PRA MELHOR.    É PRECISO QUE HAJA PROPÓSITOS NO CASAMENTO, NA EDUCAÇÃO DOS FILHOS, NA VIDA PROFISSIONAL, VIDA SOCIAL E RELIGIOSIDADE (QUE É INDISPENSÁVEL).
 
NÃO É CADA DIA FAZER ALGO DIFERENTE (POIS AS IDÉIAS ACABAM E A ROTINA VOLTA).   É ESTABELECER PROPÓSITO E PASSAR AOS FILHOS DESDE CEDO, A MESMA FILOSOFIA.  DEIXAR DE FAZER POR FAZER E PASSAR A FAZER POR ALGUMA COISA, QUE SEJA RELEVANTE, PRÓSPERO E BENÉFICO PRA TODOS (CLARO).   ISSO É PARA SER DISCUTIDO E RESOLVIDO EM FAMÍLIA (INCLUINDO OS FILHOS NATURALMENTE).  DESDE CEDO INCUTI-LHES ESTE PRINCÍPIO, PARA SABER QUE NADA ACONTECE POR ACASO E QUE PRA TUDO HÁ UMA RAZÃO DE SER, EXISTIR E PARA QUE SEJA FEITA. 

DESTA FORMA ELES NÃO VÃO PRECISAR FICAR VAGANDO PELAS RUAS O DIA INTEIRO À PROCURA DO QUE FAZER, COLOCANDO-SE MUITAS VEZES EM RISCO OU EM VIDA OCIOSA (O QUE TAMBÉM É UM RISCO).    TODOS TEM SEU PAPEL À CUMPRIR NA FAMÍLIA E NA SUA VIDA E TERÃO SEMPRE OS PRÓPRIOS FAMILIARES PARA COMPARTILHAR SUAS CONQUISTAS E SEUS MÉRITOS.

NÃO IMPORTA O PADRÃO DE VIDA QUE SE LEVE, SE POBRE, RICO OU CLASSE MÉDIA.  NOSSOS JOVENS ESTÃO FICANDO DESGOVERNADOS POR NÃO TEREM PROPÓSITOS NA VIDA E POR VEREM SEUS PAIS TODO DIA BRIGANDO OU NÃO SE FALANDO, MAL SE VENDO, NÃO SE ENTENDENDO E AINDA “SOBRANDO” PRA ELES, SEGURAR SEUS DESABAFOS.

ESTÁ FALTANDO VIDA NAS FAMÍLIAS, ESTÁ FALTANDO DEUS, ESTÁ FALTANDO AFETO, ENTENDIMENTO, DIÁLOGO, A CONVERSA INFORMAL NAS REFEIÇÕES, O BOA NOITE, BOM DIA, O TÔ COM SAUDADE, VOLTA LOGO, NÃO DEMORA, TE AMO MUITO.   TUDO ISSO SERÁ REVIVIDO QUANDO COMEÇAREM À COLOCAREM OS “PORQUÊS” EM TUDO QUE FIZEREM.   SERÁ O OXIGÊNIO REVITALIZANDO O RIO POR ONDE DEVE CORRER A VIDA, A ESPERANÇA, O SENTIMENTO (AO INVÉS DO RESSENTIMENTO);  O AFETO AO INVÉS DA INDIFERENÇA.  DO TANTO FAZ.  FAZ MUITA DIFERENÇA SER AMÁVEL E NÃO FAZ NENHUM SENTIDO TRATAR O OUTRO COM GROSSERIA OU COM FRIEZA. 

PELA FAMÍLIA, PELA ESPOSA, PELO MARIDO, PELOS FILHOS, PARENTES (QUE MEREÇAM), A FILOSOFIA DE SE ADOTAR PROPÓSITOS NAS ATIVIDADES QUE JÁ FAZ OU QUE É PRECISO FAZER, MANTÉM A MENTE OCUPADA, NÃO DEIXANDO ESPAÇO PARA DEPRESSÃO, CRISES DE TRANSTORNOS E SINTOMAS INDESEJADOS.  FAZ OS FILHOS TEREM MAIS GOSTO PELOS ESTUDOS E DEFINIREM COM MAIS FIRMEZA A PROFISSÃO QUE IRÃO SEGUIR.  ALMEJAR OBJETIVOS DE MÉDIO E LONGO PRAZO TAMBÉM AJUDA ELES E A FAMÍLIA TODA, A MANTER O FOCO NO PROPÓSITO.

TUDO QUE HOJE AFASTA AS FAMÍLIAS ENTRE SI, NÃO ENTRARAM PARA DESTRUÍ-LAS, MAS FORAM ACEITOS POR ELA, TIVERAM ACESSO LIVRE, PORQUE NÃO ESTAVAM FOCADOS NO PROPÓSITO DE ESTAREM JUNTOS ONDE QUER QUE ESTIVESSE.  O PROPÓSITO DE FAZER O FILHO TORNAR-SE UM EXCELENTE MÉDICO E ESTAREM JUNTOS (AINDA) PARA VER SUA FORMATURA.  NÃO PELA PROFISSÃO, MAS PORQUE SE MANTIVERAM UNIDOS NO DECORRER DESSA CAMINHADA. 

FAZÊ-LOS ENTENDER QUE O DOM QUE OBTIVERAM FOI CONCEDIDO POR DEUS PARA AJUDAR OS QUE PRECISAM (NÃO IMPORTA A PROFISSÃO).  USÁ-LA PARA ESTE FIM, DO CONTRÁRIO NADA TERÁ VALIDO À PENA.   O PRIMEIRO PROPÓSITO QUE DEVEMOS SEMPRE LEMBRAR É QUE ESTAMOS “AQUI” PARA SE FAZER CUMPRIR OS DESÍGNIOS DE DEUS, PARA O NOSSO PRÓPRIO CRESCIMENTO (TAMBÉM ESPIRITUAL).  TAMBÉM PARA DEUS, TUDO HÁ UM PROPÓSITO E NADA ACONTECE SEM QUE ESTEJA CUMPRIDO.

ESTAMOS DANDO MAIS ÊNFASE À VIDA CARNAL (NOSSAS PRÓPRIAS CONVENIÊNCIAS E VAIDADES) DO A ESPIRITUAL.  NEM MESMO A RELIGIÃO ESTÁ SENDO LEVADA À SÉRIO COMO DEVERIA.  NÃO IMPORTA A CRENÇA QUE TENHA OU IDEAIS ATEUS OU AGNÓSTICOS, DESDE QUE PREENCHA SUA VIDA DA FORMA CERTA, COM CARIDADE OU SOLIDARIEDADE DE ALGUMA FORMA, COM OS DONS QUE RECEBESTE.  A PRÓPRIA VIDA (SUA VIDA) JÁ É UM DOM, MAS NÃO PARA SER USADA EM CAUSA PRÓPRIA APENAS, MAS PRINCIPALMENTE NO SERVIÇO À OUTREM.  JÁ SERIA ESTE UM GRANDE E IMPORTANTE PROPÓSITO, PARA PREENCHER NOSSAS VIDAS COM ALGO MAIS SUBSTANCIAL, DO QUE NOSSAS VAIDADES VÃS.

QUANDO NÃO USAMOS NOSSA VIDA DE FORMA ESPIRITUALMENTE PRODUTIVA, DESPERDIÇAMOS TODO TEMPO QUE PASSAMOS AQUI.   ISTO É UM PRINCÍPIO QUE SE APLICA À QUALQUER UM, NÃO IMPORTA A CRENÇA QUE DEFENDE, REPITO.  O QUE NOS TORNAMOS NESTE MUNDO, A PROFISSÃO QUE TEMOS, A VIDA QUE LEVAMOS, NADA DISSO IMPORTA, SE NADA FIZEMOS POR ALGUÉM ENQUANTO AQUI ESTIVEMOS.   NÃO É O QUE SOMOS QUE IMPORTA E SIM, A INTENÇÃO COM QUE FAZEMOS E ISSO SOMENTE DEUS É QUEM IRÁ JULGAR E NINGUÉM MAIS. 

MAGINEM QUE CHEGARAM À ESTE MUNDO COM UM PROPÓSITO, MAS QUE NO DECORRER DO TEMPO ESTE PROPÓSITO FOI ESQUECIDO E CADA UM PASSOU À VIVER SEGUNDO SEGUNDO SUAS CONVENIÊNCIAS E NECESSIDADES.  NÃO DEIXE FALHAR SEU PROPÓSITO NESTE MUNDO OU NADA TERÁ VALIDO À PENA E TUDO TERÁ DE SER REPETIDO NOVAMENTE, ATÉ FAZÊ-LO ENTENDER.  UM POUCO DE ALTRUÍSMO NÃO FAZ MAL À NINGUÉM.

 

O TEMPO SE ESGOTA E TODA NOSSA VIDA SERÁ REPASSADA NO “MOMENTO CERTO” E REVISTO TUDO QUE FIZEMOS E O QUE DEIXAMOS DE FAZER, PRINCIPALMENTE QUANDO TIVEMOS CHANCES E RECURSOS (E DONS) PARA FAZÊ-LO.  QUEM PERDEU O RUMO E SE DESGOVERNOU FOI A FAMÍLIA E POR CAUSA DISSO, CENTENAS DE MILHARES DE FILHOS, PELO MUNDO COMETERAM ERROS DIVERSOS, CAÍRAM NAS DROGAS, NO ALCOOLISMO, NA MARGINALIDADE, NA VIDA VAZIA, NO EGOÍSMO, NA CORRUPÇÃO EXACERBADA.   SÃO GRANDES OS DESAFIOS E TENTAÇÕES QUE RECAEM SOBRE AS FAMÍLIAS, COM OBJETIVO DE FAZÊ-LAS SE PERDEREM.   MAS ISSO SÓ SERÁ POSSÍVEL SE A FAMÍLIA NÃO SOUBER AONDE QUER CHEGAR E QUERER VIVER APENAS, UM DIA DE CADA VEZ E COM ISSO TORNAREM-SE VULNERÁVEIS.

ATENHAM-SE NOS PROPÓSITOS, NA PROTEÇÃO À FAMÍLIA, NO ENCAMINHAMENTO DOS FILHOS, NO SERVIÇO AOS SEMELHANTES, NO PROPÓSITO DA SUA MISSÃO NESTE MUNDO (REPITO, NÃO IMPORTA SUA CRENÇA).  QUANDO TUDO ACABAR, TODOS SEREMOS IGUAIS E AS DISTINÇÕES NÃO EXISTIRÃO, EXCETO PELA VIDA QUE TIVEMOS E O QUE FIZEMOS.  OS QUE VIVERAM DA CORRUPÇÃO TERÃO RECEBIDO JÁ SUA “RECOMPENSA”, MAS APENAS AQUI, NESTE MUNDO (PELAS PALAVRAS DO PRÓPRIO JESUS). 

O TEMPO SE ESGOTA, A ÚLTIMA GUERRA ESTÁ ÀS PORTAS.  NÃO QUEIRAIS SALVAR APENAS VOSSAS VIDAS DE FORMA EGOÍSTA, MAS APROVEITAR ESTE TEMPO FINAL PARA RECONCILIAR-SE, PERDOAR QUEM PRECISA SER PERDOADO, RESGATAR OS FILHOS E IRMÃOS DISTANTES, NAS DROGAS, NO ÁLCOOL, NA VIDA VAZIA E PREENCHÊ-LA COM MAIS SENTIMENTO, POIS TUDO QUE ELES PRECISAM PARA DEIXAR A VIDA ERRADA É APENAS DE APOIO SINCERO.


CADA UM TEM EM SI ALGO PENDENTE PARA COM ALGUÉM, DIRETA OU INDIRETAMENTE, PARA SER RESGATADO OU SER PERDOADO (NÃO IMPORTA SE OUTRO NÃO ACEITE SEU PERDÃO).  SEJA CORRETO ANTES, COM DEUS.  O TEMPO SE ESGOTA, HÁ MUITO QUE FAZER, REÚNA A FAMÍLIA NOVAMENTE E REPONHA NOS EIXOS.  SE CADA UM SALVAR AO MENOS, MAIS UM (TIRANDO DO VÍCIO, DA VIDA ERRADA OU DO ESTADO DE NECESSIDADE) JÁ TERÁ VALIDO À PENA.

HÁ CHANCES PARA TODOS, DE SE RECONCILIAREM COM DEUS, ANTES DE IREM EMBORA.   BASTA PROCURAR NA BÍBLIA, "EZEQUIEL 18,21". 

PROCRASTINAR NOSSA MISSÃO É DESPERDIÇAR A VIDA.

Aqui está uma matéria que retrata a mensagem proposta em meu artigo.

http://www.mensagemespirita.com.br/md/ad/ha-muito-mais-pais-do-que-maes-no-umbral



Professor Amadeu Epifânio
Pesquisador/Psicanalista



quinta-feira, 10 de agosto de 2017

TRANSTORNOS E CRISES


PORQUE SOFREMOS A INFLUÊNCIA DELES ?


As imagens representam bem, o estado dos personagens, em quase todos os momentos da nossa vida, em todas as decisões que tomamos.  Nosso inconsciente por exemplo, é administrado por dois personagens, o racional e o imaturo.  O imaturo (que representa também, os nossos impulsos e, tal como uma criança está sempre pedindo algo ao Administrador racional, que se deixar fazer o que quer, sai de baixo. 
 
Ao mesmo tempo o racional Ego, tem que administrar estímulos que vem tanto do ambiente externo quanto do Id (e a cara dele não poderia ser outra.   No lado mais fraco está nós, pobres conscientes, que recebe as respostas que nós mesmos assimilamos para o Ego e, de quebra, ainda recebemos influência do Id que, dependendo do "conteúdo aritmético existente" nele, pode também interferir em nossos julgamentos e ações.  Um exemplo disso está nos transtornos e complexos  psicológicos.

A receita para uma vida sem tantos problemas ou, saber administrar melhor os mesmos, quando surgem intempestivamente é alimentar o nosso Ego com respostas que gostaríamos de ter nessas horas.  Entre algumas estão os conceitos, valores e princípios (nosso "sistema operacional" na vida).

Aquele velho jargão, que saber nunca é demais, nunca foi tão oportuno relembrar.  Não se pergunte "porque tenho que saber tal coisa ?".   Simplesmente aprenda e aprenda bem, porque “ferramenta defeituosa” não conserta nada.

O que aprendemos ficará sempre à disposição do Ego para nos devolver em momento oportuno.  Se caso ele não encontrar o que precisa, quem ficará incumbido de te dar resposta é o Id, de mentalidade infantil, que não mede consequências nem pressente perigo e não pede licença quando assume.   Sabe aquelas perguntas do porque fui capaz de fazer tal coisa ?  Pois é, foi ele em seu nome.  Vai arriscar ?

Só pra entender melhor, o Ego é como aquela esposa que precisa fazer as coisas mas que tem aquela criança (Id) sempre pedindo coisas à todo momento e com insistência.   Quando ela não consegue dar conta de uma tarefa (não encontra a resposta que não botamos), ela deixa então a criança resolver o problema, sozinha, sem interferência e sem freio. Já pensou ?

CUIDE MELHOR DA MENTE, 
PRA QUE ELA POSSA CUIDAR MELHOR DE VOCÊ.

Professor Amadeu Epifânio
Pesquisador/Psicanalista



sábado, 5 de agosto de 2017

SEU FILHO(A) SER GAY NÃO É “AGRADECIMENTO”...


...MAS UM APELO AO ENTENDIMENTO.



Ser gay não é opção voluntária e sim uma condição psicológica consequente, proveniente de uma frustração severa (ou decepção) para com o genitor de mesmo sexo. O fato do filho ou filha buscar pessoas do mesmo sexo para relacionar-se, se reproduz na tentativa (inconsciente e involuntária) de se reconciliar, uma vês que diretamente não está sendo possível, seja por desentendimentos, preconceito, distanciamento físico (quando se muda) ou afetivo (quando torna-se indiferente).

À medida que o tempo passa e a reconciliação não se consuma, o filho (ou filha) passa à aceitar sua condição, considerando ser uma escolha consciente.

Essa característica homossexual é trazida desde os tempos do antigo testamento, do período de reis, quando existia os eunucos do rei, serviçais que não ter (ou não poder ter) relações com mulheres, o tinham entre eles mesmos. Obviamente ninguém adota essa ideia à partir dessa influência. 

Ainda sim essa idéia está inserida em nosso acervo como opção de resposta à certos conflitos que acontece com o próprio corpo, em questões psicoemocionais. Todos nós (acreditem) temos essa opção dentro de nós, mas que, se não for preciso ficará lá sem ser incomodado e, passado adiante geneticamente.

Quanto antes tentar corrigir as desavenças com os filhos, menor o risco do inconsciente deles usar (deste recurso) como forma de compensação ou de tentativa involuntária de reconciliação. Involuntária por que, de forma consciente, pai e filho (ou mãe e filha) estão em guerra.


NÃO PERMITA QUE O ORGULHO 

IMPEÇA DE FAZER O QUE É CERTO.



Professor Amadeu Epifânio
Pesquisador/Psicanalista Auto-Didata

               

quinta-feira, 27 de julho de 2017

DEPRESSÃO PODE SER VENCIDA !


- ME RESPEITA QUE SOU DEPRESSIVO !



Não.  De maneira nenhuma é algum tipo de brincadeira.  Pelo contrário, é um momento severo de quem carrega tamanho fardo, especialmente quando se tem parentes e familiares que não veem o problema da mesma maneira (fazendo com que o portador se proteja ainda mais), só que agora usando o transtorno como escudo, inibindo ainda mais qualquer iniciativa de buscar e manter seu tratamento, por não acreditar mais na cura ou na sua estabilização.

Usar o transtorno como escudo é uma nova fase para o portador, motivado pelos “ventos contra” que vem recebendo de muitas pessoas.  O depressivo deixa de procurar ajuda e passa à defender-se dos que não entende sua condição (muitas vezes provocado por eles próprios), através de críticas depreciativas, que deixaram “escapar” aos ouvidos do depressivo, quando ainda criança.

A  depressão é uma briga interna do inconsciente (que vive ruminando as duras palavras que registrou) contra o nosso ego, que busca em nosso acervo algo que possa usar como contra ataque e para conter o sofrimento resultante dessa batalha.

Imagine o nosso acervo como um armário de prateleiras onde pegamos o que precisamos num dado momento.  Nosso acervo, isto é, o que somos, absorvemos e aprendemos durante toda nossa vida, está nessa prateleira à disposição do ego para usar em nosso favor, para conter nosso sofrimento e também a influência do inconsciente (que insiste em nos fazer lembrar aquelas palavras para nosso conhecimento para que de alguma forma o anulemos).  O problema é que ele nos faz lembrar apenas o que sentimos, a frustração de ter ouvido de quem jamais esperávamos (...). 

Se é a influência do inconsciente que está predominando, é sinal que está faltando “produto” na prateleira da “loja” do nosso acervo, que tenha expressividade semelhante à daquelas palavras.   Não nos compete tentar descobrir o que houve.  Por certo, alguma forma de frustração ou decepção de alguém ou com alguma coisa que muito contávamos, que seria fator condicionante para nossa vida e que de repente frustrou-se.   O que precisamos é de encontrar, buscar, subsídios que o ego (nosso administrador emocional) possa utilizar em nosso favor (não apenas uma vez), mas sempre que se fizer necessário.

Assim como nosso computador necessita (não apenas precisa) de um sistema operacional pra rodar, também nós precisamos encontrar alguma coisa para que o ego possa usar em nós, com propósito semelhante.  Espero estar usando de clareza e objetividade em minhas ponderações.   Pois bem, vamos raciocinar, o que podemos usar, que tenha efeito duradouro e que seja ao mesmo tempo determinante ?  Princípios, valores, conceitos morais, éticos, religiosos, Fé...   Na verdade um pouco de cada já temos, mas que está “sufocado” pelo sofrimento e pela dor, como uma rolha que impede o vinho de sair da garrafa.

O que precisamos fazer é escolher um dos “programas” e usá-lo como sistema operacional, trabalhando-o, paralelamente à nossa condição atual (não importa como esteja).  Ser persistente como a dor é persistente, ignorá-la como ela nos ignora.  Um “valor” do qual não abra mão, que não o venda à preço de banana para o sofrimento, tornando-o menos importante.  É uma guerra de peso, onde o que valer mais, é que irá predominar sobre o emocional, podendo favorecer progressiva recuperação.

Um conceito que pode ser adotado para um pontapé inicial é que depressão não é doença, é psicológico (até severo feito doença), mas psicológico, o que nos permite trabalhá-lo para reverter seu efeito devastador na vida de uma pessoa.   Um transtorno que se torna severo não por parecer doença, mas pelo acréscimo de julgamentos refutáveis sobre o problema, advindo de quem deveria mais ajudar que prejudicar. Um transtorno que se torna severo por não conseguirmos entender o seu quadro, sua origem e ação sobre nosso emocional e nossa vida.   Ficamos também perplexos quando uma adversidade inédita cai sobre nós de forma repentina, sem nos dar chance de absorver, deixando-nos quase igual à depressivos.

Consciente e inconsciente pode ser como água e óleo, que embora líquidos, tem características diferentes, propósitos diferentes, quase opostos.  Nosso ego é nosso aliado, mas sem “armas” pouco pode fazer por nós, deixando-o tão vulnerável quanto nós, diante de tamanha influência.

Escolha as armas certas que, não importa o momento seja algo que não abra mão e dê ao “guerreiro” para lutar por você e ganhar essa batalha. 


FAÇA DO EGO, SEU ESCUDO, 

DE SEUS VALORES, SUA ESPADA.


Professor Amadeu Epifânio
Pesquisador/Psicanalista Auto Didata

              


sexta-feira, 14 de julho de 2017

DIVULGUE NAS ESCOLAS !


O QUE ME LEVA À BRIGAR ?


O primeiro fator que devemos considerar é que o ato de brigar, discutir, ofender, agredir, representa perda do controle da nossa vontade.  É como se o instrumento que usamos para agredir, de repente se voltasse contra nós, sem conseguirmos contê-lo, para não nos ferir.

Sempre que fazemos algo contra outrem, o fazemos contra nós mesmos. Isso porque não estamos fazendo (agredindo, ofendendo) por nossa própria vontade e sim, para proteger um medo que há dentro de nós.  Vivemos para proteger e alimentar nossos medos, todos nós temos um (ou vários).   Usamos de desculpas e argumentos táteis para ofender à outros, quando na verdade a verdadeira causa está dentro de nós.

Brigar, ofender, machucar, ferir e até matar (ainda que acidentalmente) representa baixa tolerância.  Sinal que estamos nos “explodindo” por muito pouco, o que pode representar perda do nosso auto controle diante de fatos até banais.  É como nos vender por pechincha.  O medo que nos controla, também nos impõe limites (muitos baixos) de suportar o que não aceitamos, levando-nos à explosões de raiva, de chôro, de desespero, com muita facilidade e com muita frequência.

Exposição (emocional) não é sinal de fraqueza, mas de vulnerabilidade emocional diante de situações, da qual não consegue compreender de imediato, pela falta de iniciativa de tentar entender para aceitar para resolver.  Vai requerer mais tempo, mais paciência, mas no fim você sairá lucrando, por não precisar se culpar por ter agredido ou ofendido ou não ser julgado por uma personalidade, que de fato você não tem.

Se nos deixarmos levar por assumir uma personalidade (fictícia) que acredita ter ou ser, a tendência é que irá mergulhar num mundo do qual dificilmente poderá voltar, pois irá cada vez mais, exercer o que acredita ser;  Primeiro por acreditar ser a resposta pra tudo, mais tarde por achar que já avançou tanto, que não tem mais volta.  Pra Deus, sempre há (Ezequiel 19-21).

O que faz parecer um problema ser grande é a forma de como o vejo e, esta forma está condicionada à minha habilidade em tentar entendê-lo, aceitá-lo, tratá-lo e resolvê-lo (ainda que seja adiá-lo.  Pelo menos terá enfrentado).  Quando me recuso de imediato à aceitar algo que não entendo, entrego o controle da minha vontade à uma parte “interna” de mim, que responderá (sem meu consentimento) da forma que julgar mais conveniente, manifestando o que de fato não sou.

Ninguém faz nada se não em razão de algo que o motive (inconscientemente).

Contenha o primeiro impulso, reflita, entenda e então decida.  Por certo a decisão será diferente e menos danosa, tento para si quanto para outrem.  Os que desejarem optar por afrontar, certamente ainda não compreenderam e estão se “vendendo” pela primeira “oferta”.

Ser forte é ser capaz de decidir quando é o momento certo de lutar (e pelos motivos certos).
 
Professor Amadeu Epifânio 
Pesquisador / Psicanalista Auto-Didata

              

quinta-feira, 29 de junho de 2017

TRANSTORNO (Psicológico) PSIQUIÁTRICO INFANTIL


O “ambiente” tanto gera quanto alimenta.


Um dos grandes vilões dos transtornos psiquiátricos (praticamente todos) é o “ambiente”, ou seja, o mundo que nos rodeia, a família que nos cerca e nos acolhe (pelo menos é assim que deveria ser).  Falar em ambiente é praticamente se referir à tudo que é externo ao homem, isto é, qualquer coisa, aqui, ali, aculá (menos eu).   O ambiente tanto pode gerar uma circunstância que me leva à constituir um transtorno, um complexo psicológico, corroborar no desencadeamento de crises e também, fazer prosperar nossos sintomas de depressão.

Ambiente, também está relacionado à experiência emocional, vivida de forma dolorosa, tensa, alegre, feliz, descontente, revoltante (mesmo que momentaneamente), durante um jantar, um evento, aniversário, na escola, no futebol ou na companhia do papai, da mamãe e outros.  É no dia a dia de nossa vida que o “ambiente propício” pode ser gerado e por conseguinte, seu sentimento correspondente e por último a atribuição de um personagem (até então) desconhecido, preocupado com nosso bem estar, vai guardar essas memórias “azedas” como recordação, à fim de nos mostrar o álbum, se necessário, em momento oportuno e futuro.  Estou referindo ao nosso inconsciente.

Só que ele nos exibirá apenas a sensação e não o fato em si e isso deixará a pessoa bem estranha, perturbada, por não conseguir entender a mudança involuntária e repentina de postura.  Conforme o episódio vivenciado, sua severidade, a idade que tinha, o ambiente, personagens presentes, cenários à volta, é grande a chance de se constituir um transtorno, que pode ir desde uma ansiedade, pânico, Bipolaridade, até transtornos pouco mais severos, como Depressão, esquizofrenia e outros.  E pensar que poderia ter sido evitado.

Pedir aos pais, que hoje, deixem de fazer coisas e criar hábitos compulsivos que sacrifiquem a convivência familiar...é difícil.  Tranquilidade é algo que se pode emoldurar e pendurar na parede, tudo tem que ser correndo, encima da hora, quase procrastinado, tanto pra sair de casa quanto o regresso, da escola, do trabalho, da academia, da igreja, do banho, direto pra cama.  Dizer boa noite é quase uma loteria.

Se a vida corrida dos pais não pode ter um freio, alguns hábitos pode ser inseridos, para que num futuro próximo não surja uma inédita preocupação com algum membro da família, com suposta suspeita de ter algum tipo de transtorno (ou distúrbio psicológico) que, se confirmado, poderá alterar a rotina da família.  Para que isso não ocorra, há um recurso nada difícil porém necessário.   Fazer um diário da vida dos filhos, em praticamente tudo que houver de experiências negativas, tristes, dolorosas, frustrantes, decepcionante, sentimentos de perda (parentes e até animais de estimação).  Sustos, medo, pavor, em decorrência de qualquer coisa.  Pode pedir ao(s) filho(s) que eles mesmos possa fazer isso.  Pedir à eles pra contar como foi o dia deles, na escola, na casa da vovó, na creche, também ajuda.   Mantenha esse interesse, que eles manterão a sinceridade em contá-los.

Porque isso ?  porque quando crescem, esquecem muitas coisas da infância, inclusive momentos tristes e dolorosos, mas que terão sido gravados pelo inconsciente.  O que temos de fazer é a mesma coisa, por que o inconsciente lembrará apenas uma sensação que vivenciou e não se sabe de quando, enquanto os pais registrarão as mesmas coisas, que é pra quando (se ocorrer) de estarem revivendo memórias e, pelo tipo que for, será mais fácil identificar a época e até o evento em si, facilitando e muito a remissão do complexo psicológico, inclusive pelo terapeuta. 

Não sofremos por ter transtorno, complexo ou distúrbio psicológico.  Sofremos por não entender o que está acontecendo conosco (nossas “mudanças”).   Uma forma de identificar que alguma memória antiga esteja interferindo no comportamento, é verificar mudança persistente do temperamento habitual.  É por onde começa a influência do passado.

Outra medida que pode ser adotada para se evitar ou se abrandar os efeitos de um possível problema psicológico ou a suspeita de um transtorno (mantendo a ideia inicial de gravar e guardar, fatos da vida dos filhos pequenos) é, à cada 3 ou 6 meses, os pais podem partilhar desses fatos com os filhos, pra que tomem ciência do que houve, para que, sendo acometidos pela influência do inconsciente, não seja pegos de surpresa e saibam quais sentimento foram decorrentes de qual fato.  Fazê-los entender que nada é por acaso e que possam discutir sobre essas coisas com toda espontaneidade.  Nunca subestime a curiosidade de uma criança, não brigue achando que eles não estão entendendo, mas o inconsciente deles está.

Vale lembrar que a nossa forma de ver as coisas é diferente de uma criança, pois ela enxerga com mais ingenuidade e pureza ou também, possa alimentar algum ressentimento, sentimento de raiva ou ciúme por conta de algo que ela não aceita.  Esses sentimentos ficam guardados e, quando interferir (quando adulto) será quase insuportável lidar, porque será uma criança no controle.  Por isso nada pode passar despercebido. 

Não se trata apenas de transtorno, pode ser que a criança (no inconsciente), que sofreu por algo que considerou injusto, queira revidar (ainda não entende o termo vingar) e, por não conseguir mais fazê-lo contra seu autor e algoz, escolha outra pessoa como “personagem” (suporte), dele ou dela, que fará passar pelo que passou, só que como um disco arranhado, de forma ininterrupta e sem saber, porque nem desconfia que é outro que o está “manipulando” e usando seu corpo como instrumento de dor.

Guardar a infância dos filhos, serve para saber a origem desses comportamentos.  Conversar, mostrar esses momentos passados, ajudará a criança à entender e não guardar mágoa nem raiva.  Não é só pela criança, mas por aqueles que poderão passar maus bocados por conta de seu histórico pregresso.

O que muitos consideram uma “graça”, ver os filhos bronquearem por algo, é subestimar o que estão sentindo naquele momento e que poderá se converter em problemas psicológicos futuros.  Basta acompanhar o crescimento e desenvolvimento deles, estabelecendo padrões de comportamento para que, ao sinal de mudanças, procurar investigar, conversar e faze-los entender que nem tudo é perfeito e nada é 100 por cento, pra desejar que seja sempre do nosso jeito.  Delegue à eles a capacidade e direito de tomar decisões, dentro do “quadro” que se apresenta, para que eles vejam por si próprio que não é possível ser ou ter naquele momento. 

Se houver dois filhos (ou mais), procure ser o mais imparcial possível, não defendendo um em detrimento do outro, mas mostrar a necessidade de atenção que  um, requer num dado momento.  Se dois brigarem por algo, não banque o juíz querendo saber quem foi o culpado.  Suspenda ou retire a razão da discórdia, prometendo reaver somente quando eles se entenderem.  Quem revida perde a razão.  Assim eles saberão que somente pela união se consegue as coisas com “papai ou com a mamãe”. rsr


"UMA TRIPULAÇÃO UNIDA É A CERTEZA DE UMA VIAGEM SEGURA".



Professor Amadeu Epifânio
Pesquisador / Psicanalista Auto-Didata

PERSONALIDADE REATIVA COMPORTAMENTAL
Influência Pregressa em Respostas Emocionais