Projeto VIVA +

terça-feira, 20 de junho de 2017

ESQUIZOFRENIA


Imagem "embaçada" de mais um transtorno.


Não. A foto acima não representa dois esquizofrênicos.  Esta imagem tem a intenção de mostrar um outro fato, que muitos não dão atenção quando se tem em casa uma gestante, especialmente se ela mesma estiver no “olho do furação”.   No mundo moderno que vivemos, já não é possível mais, a gestante gozar do famoso e velho resguardo, à fim que de o bebê possa desenvolver-se no útero, com toda tranquilidade.  O que vemos é (para o feto) um oposto assustador rsr, ou seja, uma gestante que hoje exerce uma infinidade de tarefas, especialmente profissionais, além de perder um tempinho na academia. 

Não. Não estou aqui para censurar ninguém, nem é esse o propósito do artigo.  Contudo, entre tantos compromissos que uma gestante tem, que poderia provocar certo estresse tanto à ela quanto ao feto, o mais severo (se não, arriscado) sem dúvida, é o de uma discussão, não importando se com o marido, sogras, cunhados ou com todos juntos.  

Antes de dar sequência gostaria de abordar um pouco o subtítulo do artigo.  Porque imagem embassada ?  A Esquizofrenia é mais um transtorno entre tantos e não é pior deste ou daquele outro, apenas mais um com características peculiares, que gera, consequentemente, sintomas próprios, específicos e involuntários, que nem por isso pode induzir ao seu portador, achar que tenha perdido sua racionalidade.  Não mesmo. Ok ?

Pois bem, voltando à abordagem anterior, é fundamental que uma gestante (ainda que não faça resguardo), tenha sua gestação respeitada e preservada, para que o feto possa crescer e desenvolver-se de forma saudável e, por que não dizer, também segura.  Mas porque toda essa preocupação com agestação e o feto ?   Vejam, no momento que um feto já está totalmente formado dentro do útero, nasce nesse momento, o nosso inconsciente, como um anjo de guarda invisível, que fará o que for possível para ajudar o pequeno ser no seu desenvolvimento normal.

Uma das atribuições do inconsciente é começar à gravar na mente do bebê, tudo que se passa com ele, todas as suas reações e experiências sensitivas.  Isso tem alguns benefícios, como guardar momentos bons e positivos para usá-los sempre que o bebê possa sentir-se desconfortável (quando já nascido).  Além disso há outro motivo, que é gravar e protegê-lo de possíveis momentos de desconforto ou perturbação emocional, quando ainda dentro do útero.   Como uma perturbação emocional pode vir a influenciar ou mesmo interferir no desenvolvimento daquela criança, quando adulto (ou quando jovem ou adolescente), a gravação servirá para fazer lembrar ao corpo o que lhe ocorreu.

O grande problema é que tudo que é lembrado são apenas as sensações que teve (e não o fato), promovendo assim, perturbação psicoemocional ainda maior ao adulto.  Resumindo, um tiro no próprio pé não é mesmo ? rsr  No caso da esquizofrenia, possível perturbação emocional (para o feto) possa vir de momentos de discussão entre a gestante e outras pessoas, que pode ser marido, parentes, etc.   Quando isso ocorre o feto absorve todo o estado de tensão da mãe e ainda ouve as vozes da discussão. Será que o feto consegue discernir tudo que é dito ?  Ele não, mas seu inconsciente sim, tanto é que as vozes que o esquizofrênico diz ouvir (e é verdade), são provenientes das discussões ouvidas quando ainda dentro do útero.  Discussões pesadas, com xingamentos e possíveis ameaças verbais (condição mínima para que o inconsciente grave).

Temos ainda o que chamamos de delírios persecutórios, que é a sensação de que as vozes o acompanham onde quer que vá.  Isso pode ser explicado com o comportamento da gestante, após as brigas, se locomovendo entre cômodos ou saindo de casa para espairecer, etc.   Vejam, esse é um caso típico para o desenvolvimento da esquizofrenia.  Daqui podem surgir variáveis, que também determinarão o grau de severidade do transtorno  no portador.  Variáveis como, estar perto de discussões (mesmo que não participe), assistir filmes de mesma semelhança comportamental, etc.
 
Lembrem-se: quem ouviu e sentiu tudo isso foi o feto, cuja capacida de discernir é zero, ele apenas sente.  Seu inconsciente apenas grava porém, sem discernir sobre o “cenário” formado em torno do evento. Ok ?

O que o inconsciente acredita é que o evento perturbador não deixará o pequeno corpo desenvolver-se normalmente depois de nascido, razão pela qual ele grava para fazê-lo entender o que houve.  Este mesmo princípio se aplica à qualquer transtorno, como uma questão de natureza meramente psicológica, o que torna ainda mais fácil tratar e resolver.  Como ?   “Conversando” com o inconsciente, isto é, fazendo-o entender de que não precisa ser lembrado de nada para viver bem e em plenitude.

Isso pode ser feito de duas formas:

Primeira:  Trabalhar o auto controle, desenvolvendo uma atividade com tempo certo e de forma gradativa, elevar o tempo de execução, até que consiga (de forma natural, sem forçar), ocupar as primeiras 12 horas do dia.  O objetivo é ir conseguindo ocupar horas, dias, semanas, etc.  Uma atividade feita com satisfação, automaticamente mantém o foco e consequentemente não deverá ouvirá as vozes.  Se acaso às ouvir, será seu termômetro. Escreva tudo que fizer e a frequência com que ouve as vozes.  Isso ajudará a avaliar o progresso do tratamento.

Segunda:   Conversar com o inconsciente (como consigo mesmo), dizendo em voz audível (não em sussurro), que:  “o que experimentou, quando feto, foi algo perturbador, mas que passou, ficou pra trás, não preciso reviver essas lembranças para viver bem”.   Não diga isso de forma irritada ou ansioso.  Dá um passeio, và á um parque ou uma praia e reflita sobre isso.  Não se importe se alguém ver vocês conversando sozinho, eles não são menos complicado que vocês. rsrs

Em ambas situações o tempo não é relevante, pois o que interessa são resultados progressivos.  Não podemos “convencer alguém” que estamos bem, estando estressados ou ansiosos, não é mesmo ?  Se necessário, procure um profissional em TCC, terapia cognitiva.  Outra coisa, ter parentes chamando portador de maluco, não é muito bem vindo, o que só atrapalha as tarefas e o exercício proposto.  Mostre este artigo e exija cooperação.  Todos os sintomas de qualquer transtorno são inconsciente e, portanto, involuntários, sem intenção e sem necessidade de culpa.

Nunca é tarde pra se começar à viver bem, não importa o que já passou, foi exercício para torná-los mais fortes. Ninguém é esquecido por Deus, em nenhum momento.  Portanto partilhe com Ele o que irá se propor, que ele os ajudá, sem dúvida.

  
“Para se consertar um vaso “quebrado”, é preciso antes,

consertar a “imagem” que se tinha dele”.

                                                      (Professor Amadeu Epifânio)


Professor Amadeu Epifânio
Pesquisador / Psicanalista Auto-Didata

PERSONALIDADE REATIVA COMPORTAMENTAL
Influência Pregressa em Respostas Emocionais

               

domingo, 18 de junho de 2017

DECEPÇÃO X FRUSTRAÇÃO !


SABER DIFERENCIAR, PARA SOFRER MENOS. 


Muitas pessoas confundem e alimentam sentimentos e ressentimentos errados (quando não, invertidos), ao considerar erroneamente o que lhe ocorreu. Qualquer um dos dois pode causar consequências sérias ou deixar os "mais fortes" por um longo tempo, entristecido.

Mas vamos à diferença.

Sentir-se frustrado é não poder mais contar com uma certa pessoa ou condição (sem que eles saibam), que provavelmente pudesse, um ou outro, trazer-lhe certo benefício, como emocional, financeiro, profissional, ou outros.                   
Na frustração contamos com algo ou alguém que não sabe, mesmo apesar de sua representatividade para conosco, como Pais, chefes, amigos, familiares, etc.  Exemplo disso é quando ainda criança, vemos nossos pais se separarem e ver um deles ir para muito longe ou tornar-se indiferente, negligenciando os laços que tinha até então.

A dependência alcoólica tem sua raiz em sentimentos de frustração.

Já a decepção é pior que o inverso porque, além da pessoa saber que estamos contando com ela, a mesma ainda puxa o "carro e o tapete", dizendo não poder (ou não querer) nos ajudar, não importando a forma.  Simplesmente recusa-se à ser solidário ou solícito.

Não sofra por quem não merece.

Ainda que a decepção seja uma forma dolorosa de não obter o que esperávamos de certa pessoa, cabe à nós ainda refletir que, apesar da negação da pessoa, se realmente ela teria, de fato, condições reais de nos ajudar, provendo o que tanto esperávamos dela.  Porque se não pudesse, não caberia à nós, sofrer por alguém que não merece e que estaria se valendo da própria desgraça ou incapacidade, para lesar emocionalmente, outras pessoas.

O mesmo raciocínio se aplica à circunstâncias que esperávamos acontecer, também para nos favorecer de alguma forma.  Se realmente traria o resultado esperado e se nos levaria à sacrificar algo tão ou mais relevante.

Então, por mais doloroso que esteja seu momento, deixe um pouco de razão para avaliar a real situação, para que não entre em sofrimento de forma desnecessária. Saiba que a dor é um dos raros instrumentos (para os que entendem desta forma), para o amadurecimento do espírito, pois o que sofre é o corpo, mas se mantivermos o espírito fortalecido em Deus, cada vez menos sofreremos as maldades de outros seres humanos (e de circunstâncias adversas), também na carne. Pense nisso.

Dependência Química tem raiz profunda em decepções 
e frustrações, especialmente com os pais.

Noventa e nove por cento dos usuários de drogas diversas, em todo o mundo, tem raiz familiar. Nesta raiz costumam ocorrer tanto frustração (de não tê-los quando mais se precisa) como a decepção de virarem a cara quando percebe e tomam ciência de que o filho está usando drogas.  A dependência não começa especificamente quando se experimenta.  Ela fatidicamente começa quando as pessoas que mais amamos viram as costas nesse momento.  Para o novo usuário, é um tiro de misericórdia.

Muitas perdas, tanto de convivência quanto de óbito (de filho dependente), se deram em razão de não terem tido tempo de se reconciliarem ou se quer, esclarecer “maus entendidos”.  Julgamos os filhos com a mesma prepotência que os fez errar, ou seja, deixando-nos levar mais pelo sentimento do que pela razão.   Ao ver o filho impotente diante da droga, nos vemos nele, em espelho, a mesma sensação.

Para consertar um “vaso quebrado”, 
precisamos antes, 
consertar a visão que tínhamos dele.


                        Professor Amadeu Epifânio
                        Pesquisador /  Psicanalista Auto-Didata

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domingo, 11 de junho de 2017

Transtornos de Déficit de Atenção

Excesso de sintomas, mas a maioria é “bagagem vazia”.


Pois é, portador de tdah está carregando mais bagagem do que realmente seria necessário ou essencial.  A maior parte da bagagem que carrega são os de malas vazias, carregando consigo (além da “bagagem de mão”) seu excesso de peso.   Transtorno de déficit de atenção com hiperatividade é um, se não o único transtorno com uma série (porque não dizer, uma infinidade) de sintomas afins.

Os sintomas deste transtorno pertencem à 3(três) categorias, que são: Sintomas frequentes, ou seja, aqueles que ocorrem com certa insistência (praticamente constante); Sintomas decorrentes, que decorrem do primeiro, ou seja, só existe na condição do primeiro existir.   E sintomas consequentes, que são meros reflexos somatórios que acabam afetando a personalidade e o dia a dia do portador e, também só existe, pelos dois primeiros existirem.   Isso significa que o “carro chefe” que deveria estar sendo tratado de fato, é apenas o sintoma principal (o frequente). Caso contrário arrastará toda série de “vagões” e bagagens adicionais, sem necessidade efetiva de serem tratados, por serem de natureza condicionantes.

Pelo quadro (acima), o item referente à dificuldade de concentração pode ser comparado com o déficit de atenção, mas que nem por isso é sintoma decorrente do transtorno e sim, do sintoma frequente, pois ele só existe diante do quadro de hiperatividade.  Este é um raciocínio válido para não considerarmos que estamos carregando, de fato, nada além da “bagagem de mão”, nessa viagem, que ao invés de mencionarmos uma extensa lista de sintomas para o psiquiatra, deixemos do lado de fora do consultório, as “malas vazias e seu respectivo peso”, para tratar apenas do que realmente incomoda.

Com tanto excesso de bagagem, o que acabamos por desenvolver, primeiro, são concepções negativas (dadas ao grau de influência constante de todos os sintomas), não deixando espaço para reflexão própria e externa ao problema.  Podemos dizer então, que adquirimos hábitos diferentes e errados de pensar. Concordam ?   Sendo assim, não podemos trocar hábitos por palavras, na vã tentativa de tentar muda-los.      Só conseguimos corrigir hábitos (velhos ou errados) com novos hábitos.  Trabalhoso ?  talvez, mas eficiente.  Porque essa operação é feita onde realmente o problema está, isto é, em nosso inconsciente.   O que o transtorno nos deixa de consciente para pensar e agir, deve ser investido em novos hábitos (não para anular o que existe) mas para converter o inconsciente a pensar que, a intenção dele já não carece de ser sustentada.  E sim, isso é possível.

Antes de definirmos os novos hábitos, devemos saber à que se destinarão.   Crises e sintomas (de qualquer transtorno) são na verdade, recados do inconsciente para o consciente, avisando que existem “pendências psicológicas” para serem sanadas, de algo que ocorreu em certa idade precoce que, por ter gerado certo desconforto psicoemocional, ficou registrado em seu inconsciente.  Se não resolvido ficará interferindo em pensamentos e ações.  O inconsciente considera este recado relevante, pois acredita que se não for tratado, seu “corpo” não conseguirá ter uma vida plena e psicoemocionalmente estável.

Pois bem, o propósito dos novos hábitos é convencer o inconsciente da desnecessariedade de manter ativo a manutenção do recado.  Para isso, algumas alternativas são válidas, tais como: desenvolver hábitos que trabalhem o autocontrole (a vontade), objetivando elevar o tempo de atividade, de maneira progressiva, por exemplo acrescentando em média 15 minutos à mais.  De forma alguma deve ser feito de forma forçada, ou o trabalho não terá efeitos práticos nem eficazes.  Lembre-se que será como tentar convencer um amigo de que está bem.  E como fazemos isso ?  Estando bem não é verdade ?  Então não devemos “forçar barra”.   Tempo também não é relevante, apenas progressos.

Outra opção para trabalhar o autocontrole é estabelecer propósitos na hora de estudar, ao invés de apenas ler por ler e ainda tentar decorar.   Estabeleça o propósito de ler poucos trechos por vez, fechar o livro ou caderno e dizer para si mesmo o que entendeu, em voz audível, isto é, não sussurrando, como se estivesse apresentando uma TCC ou fazendo uma palestra.  Leia, reflita, pesquise se necessário, até ter certeza de que seja aquilo.  Depois volte à leitura, leia mais um trecho e repita o processo.

Este é um hábito que trabalha a própria vontade, o autocontrole, a concentração, aprendizado, evita distração e perda de foco e o que é melhor, de maneira natural.   Quando chegar no dia de prova, só terá de escrever o que aprendeu.   Ao tentar decorar, ficamos em concorrência com a distração, pois é como deixar a porta aberta para o conhecimento, mas que também deixamos entrar  (involuntariamente) uma série de distrações.   Com este exercício filtramos o que realmente importa.

O inconsciente, como administrador psicoemocional, ao perceber que o corpo está reagindo de forma positiva, não se deixando influenciar por memórias pregressas (que julgava ser perturbador), começa a repensar a necessidade de continuar ou não, à enviar o mesmo recado, até admitir não haver mais, necessidade. Ele não estava gerando um transtorno e sim, gerando sintomas decorrentes de um fato perturbador ocorrido.  Lembre-se que para um bebê, não é preciso muito para sentir-se incomodado.

O que nos diferencia entre os seres humanos, não é o tipo, forma ou quantidade de problemas ou sofrimento que temos ou carregamos, mas a forma de como os vemos e lidamos com eles, se de forma ativa ou demasiadamente passiva. Mudando a forma de ver, alteramos a forma de viver, com mais expectativa.


Professor Amadeu Epifânio
Pesquisador / Psicanalista Auto-Didata

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De onde mesmo viemos ?


O QUE SOMOS ALÉM DE NÓS MESMOS ?

QUANTO, DESSE "ALÉM" PODEMOS TRANSPOR,
SEM COMPROMETER NOSSA ÍNDOLE, 
HISTÓRIA E DESTINO ?



segunda-feira, 5 de junho de 2017

Transtorno Disruptivo da Desregulação Do Humor


Traduzindo Mau Humor Constante.   Porque ?



Isso pode ser uma experiência vivida da criança, quando ainda menor, em idade onde a compreensão é bastante reduzida (senão zero). Imagine você bebê, dentro de um carrinho, deitado(a), de repente a pessoa que está levando o carrinho simplesmente pára pra conversar, quase te esquecendo, o carrinho parado numa posição, pegando sol direto ou tomando vento na cara sem parar, e seu condutor cadê ? ainda conversando. O desconforto excessivo gera irritação e até raiva (embora o bebê não saiba ainda o que é isso). É como se dissesse: Ôh ! me largaram aqui ? num estado de humor que deve ter deixado o bebê extremamente irritado e mal humorado.

Sempre que há uma experiência traumática, perturbadora ou bastante desconfortante, para um bebê ou mesmo feto, este episódio é gravado pelo inconsciente, sob o propósito de avisá-lo mais tarde (acreditando que isso atrapalhará seu desenvolvimento normal e natural). Tão logo a criança desenvolva algum discernimento, o inconsciente à faz recordar o episódio, mas apenas a sensação que teve e ficará repetindo isso, como um disco arranhado, até que seja descoberto e eliminado a lembrança, voltando a criança à uma vida normal.

O comportamento arredio da criança o tempo todo, se dá por razões involuntárias, uma vez que ela (a criança) desconhece a origem do seu problema de humor. Via de regra ela achará que as razões estão presentes no seu dia a dia, em uma série de insatisfações.  Um bom psicanalista, um profissional indicado ou recomendado por quem já passou por ele, irá ajudar muito.  Praticamente resolverá o problema.

Fazer a criança "extrair", isto é, dizer o que sente, será muito subjetivo, uma vez que ela dirá o que acha que é (e não o que realmente é).   Por ser de origem inconsciente, o caminho mais viável é convencer o inconsciente dela, que aquele momento já passou, que não há mais razões para ficar irritada. Mas é preciso deixar primeiro, a criança pôr para fora o seu sofrimento, por não ser compreendida em seu momento, isso à deixa muito mal e angustiada. É natural que ela tenha crises de raiva e choro. Deixe, não interrompa, deixa se "esvaziar", botar a raiva para fora.

Confortá-la não vai incentivá-la à continuar à fazer birra, pelo contrário, o acolhimento afetivo à faz sentir-se segura(o), podendo deixá-lo mais tranquilo, à ponto do seu inconsciente também considerar que hoje seu "corpo" (onde abriga) está sendo mais bem tratado do que quando muito pequeno, podendo ainda fazer parar as lembranças. (Talvez dispensando inclusive, a necessidade de terapia).   Somente o tempo dirá.

Por hora, compreensão, diálogo e afeto.

Mais uma coisa: Não fiquem impressionados com esses nomes que atribuem ao comportamento da criança. É um processo natural de qualquer criança, com a diferença que agora ganham nomes "estranhos" para isso.


Professor Amadeu Epifânio
Pesquisador / Psicanalista Auto-Didata.

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sexta-feira, 26 de maio de 2017

Mudança de Layout do Blog



                  Prezados amigos e leitores,



                  Estou promovendo uma adequação ao layout do Blog, para melhor corresponder ao propósito e objetivo do nosso trabalho, que é de Pesquisa. Contudo, esta mudança pode provocar alteração na cor de fundo da página, provocando contraste da cor do texto de algum dos artigos.  Desde já peço desculpas, se tal fato ocorrer e solicito aos prezados leitores que me notifique, para que imediatamente possa providenciar a alteração necessária, para que a leitura possa se dar de forma clara e perfeita.
              A referida notificação poderá ser feita através do chat de minha página no Facebook:  https://www.facebook.com/ProfAmadeu 

                      Sem mais, agradeço o apoio e carinho de todos.

                 Respeitosamente,

                 Professor Amadeu Epifânio

            
                 Contatos: 55-21-96774-1555 (VIVO-RJ)
              

quinta-feira, 25 de maio de 2017

BULLYING


Porque se faz e é tão severo ?


Bullying é uma manifestação (acredite) involuntária, reflexo de um inconsciente repleto de experiências emocionais negativas e/ou traumáticas, adquiridas quando ainda numa fase infantil precoce, ou seja, coisa de 4 a 5 anos de idade (em média).   Porque essa idade ?  

Por tratar-se de uma idade onde a criança ainda mais absorve do que entende; mais deseja um mundo perfeito do que aceitar o que não concorda.

Em geral esses eventos que culminaram em traumas, se deram mais de uma vez (até mesmo de forma repetitiva), o que levou a criança à adotar um conceito negativo em torno do ambiente em que vive (ou frequenta), bem como e especialmente, de uma (ou + de uma) pessoa(s) chave(s). Em geral são situações que envolve deboches, preconceito, ofensa verbal, violência, etc.

Esse é um tipo de trauma que fica marcado no inconsciente, à espera de uma definição, para que se diminua a "intensidade" do sentimento resultante (e suspensivo).    Como assim ?     É desejo da criança revidar esses castigos e ofensas, sob o pretexto de mostrar à quem fez, "ver o que é bom".

O problema é que nem sempre isso é possível. Como resultado, a criança física cresce enquanto a criança que viveu o trauma fica parada no tempo, à espera de "um dia" revidar.

O tempo avança e tudo passou não é mesmo ?   Errado !

A criança cresce, fica jovem (entre 12 e 16 anos) e, como é impossível em revidar nos que o "feriram", o inconsciente trata de achar um dublê que sirva de "personagem" daquele que o machucou. Em geral escolhe alguém que não consegue se defender, como alguém reprimido, retraído e tímido.  Este jovem passa à viver um inferno, pois será alvo do inconsciente "vingativo" e infantil daquele que pratica o Bullying.   Esses casos são complicados pois, por ser inconsciente, é difícil fazê-lo convencer-se que não é ele quem está fazendo e sim, que está sendo manipulado por suas memórias traumáticas.

Quase sempre os que praticam Bullying vem de ambientes conflituosos, famílias em condição de vida difícil, tanto no âmbito financeiro quanto social.  Mas tem também os que vivem em famílias de classe média e alta, onde em razão da extrema vantagem financeira, não recebe a educação adequada e, por sentir desde cedo o distanciamento afetivo dos pais e ter sido atendido em todas as vontades, seu conceito familiar também degradou.  Por incrível que pareça (e acredite quem quiser), quem pratica Bullying está dando uma "sacudida" em sua vítima, como se dissesse: 

"-Acorda cara, ou ficar igual à mim".

O Bullying pode parecer agressivo, ofensivo e até violento (concordo). Contudo, quem bate é a criança porém, valendo-se do corpo jovem, como quem segura uma ferramenta na mão. Só pra lembrar, crianças não mede consequência nem pressente perigo. Razão pelo qual não conseguem ter limites (enquanto não machucar como acha que foi machucado).  Mesmo se, acidentalmente, levar uma pessoa à óbito, ainda sim considerará como se o tivesse machucado. 

Psicopata ? Frio ? Cruel ?  Não. Inconscientemente autônomo, quando age.  Por isso num primeiro momento, não demonstram remorso. Mas esta falta de remorso pode também se estender, dependendo do ambiente ou sistema correcional onde ficará.   

O tratamento indicado consiste no isolamento (do ambiente que alimenta seu desejo inconsciente), mas não em "masmorras" prisionais, onde o jovem sofre espancamento e maus tratos, ou não se conseguirá reverter sua condição.  Apesar do que tenha feito e se é do desejo que ele se ressocialize, precisa ser em ambiente que não veja nem passe pelas mesmas situações que o tornaram praticante de Bullying, ou pior.

Na grande maioria dos casos a conveniência é quem sempre julga, mas somente a razão é quem pode sentenciar.  Ninguém faz nada se não em razão de algo que o motive.  Não se esqueça disso.

Professor Amadeu Epifânio
Pesquisador /  Psicanalista Auto-Didata

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